Quem é Joanilson Rodrigues

Joanilson Rodrigues é Músico Multi-instrumentista, Compositor, Arranjador, Escritor, Produtor e diretor musical, Regente e Intérprete Internacional.

Além de diversas aparições na Mídia Televisiva, Joanilson Rodrigues se apresentou em feiras, Recepções, Festas, Cerimônias .

Joanilson Rodrigues, um artista negro da periferia da zona sul de São Paulo (Cidade Ademar – Vila Joaniza) onde há um grande bolsão de alta vulnerabilidade social, cujas canções tratam positivamente sobre o delicado tema da depressão e dos múltiplos caminhos de superação à dor.

Na rua Carlos Facchina, onde mora desde que nasceu, perdeu a mãe atropelada por um fugitivo durante uma perseguição policial. Seu pai, cinco anos depois, cometeu suicídio sobre a sepultura de sua mãe no Cemitério da Paz onde está sepultada. Dessa experiência trágica surgiram muitas canções.

Superou grande depressão pessoal por meio da arte e do esporte e aprendeu a usar essas ferramentas como instrumentos transformadores. Atua como professor de música e agente social resgatando jovens da violência e da pobreza usando a arte musical e, no passado não muito distante, o esporte. Várias dessas histórias já foram relatadas em reportagens e documentários televisivos.

Como artista prestou inúmeros tributos musicais a grandes nomes da música nacional e internacional (Elvis Presley, Bob Dylan, Ray Charles, Elton John, Louis Armstrong, John Denver, Tim Maia, Milton Nascimento, Roberto Carlos, entre outros), na grande mídia (Rede Globo, Rede TV, SBT, Revista Caras, etc), apresentações em hotéis (Samadhi – Costa Brasilis – Sheraton), na Europa (Espanha e Bulgária).

Ao mesmo tempo em que realizava performances de tributos musicais, também compunha canções e temas instrumentais para espetáculos e peças teatrais.

Wm abril de 2021 realizou seis lives das primeiras apresentações públicas de suas canções autorais no espaço Terraço-52 em São Paulo, com a participação de renomados músicos atuantes nos mais respeitados espetáculos musicais dos últimos tempos.

Atuaram ao lado de Joanilson Rodrigues, o baterista Kiko Andriolli, o baixista Eduardo Brasil, o guitarrista Luiz Encarnação e o pianista Gabriel Gaiardo (pianista de Bibi Ferreira), profissionais que integraram montagens como “Tim Maia”, “Os dois filhos de Francisco”, “Rita Lee”, “Elis”, “We will rock you”, entre outros, com a sonoplastia de Gabriel Bocutti que operou em todos os grandes musicais de Claudia Raia e também na montagem brasileira do musical da Broadway “Sunset Boulevard”.
As lives foram um sucesso e nos inspiraram a expandir a experiência musical para além das fronteiras do quarteto musical possibilitada pelo Proac Expresso 2020.  O objetivo é registrar a sensibilidade e sofisticação das músicas do projeto “Nefesh – Dores da Alma” por meio da gravação de um álbum fonográfico, acompanhado de orquestra, banda e coros vocais. 

A sua obra musical já provou ser relevante em aspectos técnicos, sociais e artísticos durante as lives do Proac Expresso 2020 findadas em abril de 2021, mas é ainda mais pertinente quando enxergada do prisma humano pela temática que traz em tempos de pandemia como o que vivemos.

O cenário da pandemia privou muitos músicos de trabalho e de meios de sustentar a si e suas famílias, por isso uma gravação com a possibilidade de contratação de tantos profissionais – que não se restringem a músicos, mas abrangem técnicos de som, figurinista, cenógrafo, fotógrafo entre outros – abre um leque ainda maior de possibilidades e esperança para o cenário cultural da cidade de São Paulo.

A união das linguagens popular e a erudita com a gravação desse álbum trará um impacto ao cenário cultural da cidade de São Paulo, mais ainda na periferia, onde Joanilson Rodrigues atua como produtor e co-produtor de vários artistas e coletivos que abrangem estilos que vão do Hip-hop ao sertanejo.

Joanilson Rodrigues busca uma importante descentralização e democratização cultural ao dar sua contribuição humana e artística de forma inovadora às almas que anseiam por expressões culturais realmente significativas.

Pouco antes da pandemia mundial do Covid 19, Joanilson deparou-se com um número cada vez maior de casos de suicídios escolares nas redes de ensino que o contrataram para palestras motivacionais e musicais por todo o Brasil, tendo atuado em Tocantins, Brasília, Amapá, Bauru, Conchas, Cerquilho, ente outras localidades brasileiras.

Diante desse cenário pré-pandêmico, decidiu criar um projeto musical que abordasse as dores da alma e as possibilidades de superação para elas através da reflexão trazida por músicas que abrangiam as fronteiras da sensibilidade, das perdas e fragilidades humanas, do humor, bem como da resiliência trazida pela arte.

As seis lives do projeto “Nefesh – Dores da Alma” que ocorreram, de forma emblemática, a céu aberto em uma zona cercada por hospitais como: Beneficência Portuguesa, Hospital Paulistano, Hospital do Servidor Público Municipal, Hospital do Câncer A. C. Camargo, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, entre outros.

A abrangência deste projeto não se limita às classes sociais menos favorecidas já que a depressão e dores da alma são compartilhadas por todas elas, incluindo os mais ricos, assim como a apreciação pela arte e boa música não distingue pessoa, credo ou cor. A depressão e o suicídio são subestimados por estarem na intersecção que atinge todas as classes sociais, ou seja, tanto um mendigo quanto um milionário podem ser acometidos de dores tão profundas em suas almas que se sintam tentados a desistir da vida.


É grande a sua relevância social em tempo de pandemia e pós-pandemia por preencher um campo ainda inexplorado. Nefesh é um projeto cultural que utiliza a música como ferramenta poderosa de acesso à alma humana onde a ciência e os medicamentos não podem, sozinhos, alcançar nem com a mesma docilidade, nem com o mesmo imediatismo.

 Joanilson Rodrigues ousa usar de originalidade em tempo de “fórmulas de sucesso”. Através da execução de cada instrumento musical, das vozes do coro e, sobretudo, pela voz potente e inconfundível do artista principal deste projeto.

A opção por um espaços públicos na zona sul de São Paulo não é despropositada. A escolha deve-se à intenção de distribuir ingressos gratuitos para a população do bairro onde ele reside a fim de proporcionar grande deleite e fruição a um púbico que tem pouco ou nenhum acesso aos bens culturais da cidade.

 Nascido e criado na periferia de São Paulo, Joanilson Rodrigues teve a oportunidade de viajar o mundo conhecendo alguns países como Estados Unidos, França, Espanha, Tunísia, no norte da África, entre outros. Uma experiência, contudo, foi marcante em sua vida quando visitou o leste europeu, em especial a Bulgária no ano de 2004 e deparou-se com um país relativamente pobre do ponto de vista econômico em relação aos seus pares europeus, mas extremamente rico em termos de música clássica que juntamente com a Hungria e Polônia são referências musicais deste estilo que não é predominante do artista, objeto deste projeto, mas o impactou profundamente.

No Brasil, o álbum “Ânima”, de Milton Nascimento – palavra que significa “Alma” em latim – trouxe para Joanilson a primeira grande referência da união da moderna música popular mineira com arranjos orquestrais, em especial, a faixa “Teia de renda”.

O Projeto Nefesh, palavra que também significa “alma”- porém em língua hebraica – traz essa exata referência introduzida na gravação orquestral dessa composição de Túlio Mourão com Milton Nascimento em 1979.

Flávio Venturini, outro grande compositor mineiro, em visita à casa de Caetano Veloso na cidade de Santo Amaro, no estado da Bahia, criou uma letra improvável para uma belíssima cantata do compositor clássico alemão Johann Sebastian Bach e a chamou de “Céu de Santo Amaro”. Essa belíssima canção foi interpretada por Caetano Veloso e a dupla Xitãozinho e Xororó em uma apresentação realizada na Sala São Paulo acompanhada de grande orquestra.

Outra grande referência musical é a música negra americana, principalmente a de Ray Charles nos anos 1960, o qual inegavelmente influenciou a música de Jorge Ben, hoje, Benjor. O samba rock tem suas raízes na música negra que internacionalizou-se, mesclou-se e influenciou artistas de outras partes do mundo, assim como Benjor também o faz.

As músicas inéditas de Joanilson Rodrigues situam-se justamente nesses múltiplos vértices (Jazz – Samba Rock – Música Erudita – Pop). Por isso, a gravação com uma orquestra é tão pertinente para o projeto, tanto pelas referências pretéritas quanto pelas do porvir, porquanto a casa de Joanilson sempre foi um ponto de formação musical, mas o projeto pode trazer novas configurações e linguagens para a periferia com referência direta dessa fusão de linguagens.

 

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